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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quinta da comida: charuto de couve com recheio de shitake

A combinação do almoço foi: arroz integral + farofa de banana +  feijão carioca + charuto de couve com recheio de shitake

Ingredientes:
Shitake
Couve
Água
Temperos

Modo de fazer: faça primeiro o recheio. O truque do shitake é comprar quele desidratado, hidratar com água quente e limão. Depois que hidratar, deixa um tempinho no shoyu. Depois você corta em cubinhos. Então refoga a quantidade de cebola e alho que achar legal, e acrescenta o que você quiser. Aqui usei: milho, tomate, cheiro verde e cebolinha. Além disso achei interessante colocar um resto da massa que sobra no coador do leite de castanha de caju que faço sempre e guardo para fortalecer algumas receitas. Ficou tipo um creme, delicioso. Deixa o tempero pegar bem e também não fica tão legal ficar muito molhado. Reserve o recheio pronto, esquente água em uma panela e coloque a couve por pouco tempo, só dá um mergulho, conta até 3 e tira. Recheia e enrola ela (com talo e tudo, mas pode tirar se quiser).

Voilá!


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quinta da comida: batata assada com alecrim


Essa receita é facílima e ótima pra incluir as crianças na preparação!
Muito simples de fazer: coloque em uma fôrma papel alumínio, batatas cortadas em tamanhos pequenos (aquela batata pequena cortada em quatro é o ideal), regue o azeite, salpique sal, alecrim (se tiver fresco infinitamente melhor) e depois coloque outro papel alumínio por cima ou feche o tamanho que você cortou em uma trouxinha. Leve ao forno a 205ºC por cerca de 20 minutos. Faça o teste do garfo para ver se as batatas já estão cozidas. Se estiverem, deixe por mais 10 minutos com o papel alumínio aberto para dar uma desidratada e pronto!
Aqui ele serve de acompanhamento pro almoço e se sobrar alguma coisa ainda vai pro lanche da escola! :)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Quiche vegana de alho poró



Hoje tem receita de quiche sem nenhuminha crueldade e cheia de nutrientes deliciosos!
Fácil e rapidona de fazer!
Essa receita é sucesso aonde quer que eu vá.
Eu não cozinho muito com medidas, sou mais de ver o ponto, então os cálculos aqui tão aproximados. Cauã ama essa receita e adora devorar com as mãos (e a gente também)!


Ingredientes
Margarina
1 pacote de biscoito cream cracker sem leite
Água
2 xíc castanha de caju
Aveia
Temperos
Alho Poró

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
1) Quebre os biscoitos e triture no liquidificador até virar uma farinha.
2) Em uma tigela, coloque a aveia junto com a farofa (veja a quantidade que te agrada. Eu acrescento ela para ficar uma massa menos pobre) cerca de 3 colheres de sopa de margarina sem leite e vá amassando com as mãos. O ponto dessa massa é que ela fique úmida, mas não molhada, e que quando você aperte ela fique na forma que você deixar.
3) Unte uma forma rasa (essa receita é para uma forma de cerca de 20cm) com margarina ou óleo. Espalhe a farinha pressionando no fundo da forma de maneira que fique uniforme e relativamente fina (mas não muito, pois pode ficar quebradiça).
4) Coloque no forno e aumente a temperatura para 205ºC. Enquanto a massa assa, vamos fazer a cobertura.
5) Bata no liquidificador a castanha de caju com água. Essa misture não deve ficar líquida como suco, mas numa consistência um pouco mais fina que uma vitamina grossa. Geralmente eu coloco um dedo acima da quantidade de castanha e se precisar adiciono mais depois na panela.
6) Corte os temperos que você gosta de usar (use a criatividade!). Eu uso alho, cebola, pimentão, tomate, alho poró. Primeiro refogo a cebola, acrescento o alho, o tomate, o alho poró, o pimentão e o sal e deixo cozinhar um pouco. Aí adiciono a mistura do liquidificador e misturo, deixando em fogo baixo. O objetivo é que a água evapore e o creme fique mais grosso. Isso é relativamente rápido.
7) Observe se a massa que estava no forno já está durinha. Você passando o garfo ela deve estar com aquela consistência de crocante, mas não ressecada. Se ela estiver farofenta, pode ser que você tenha colocado pouca margarina.
8) Agora é hora de montar: quando a massa estiver pronta, tire do forno, coloque o creme por cima, mas não coloque muito, pois pode ficar impossível de comer com a mão (que é bem mais gostoso) e ficar muito pesada pra massa. Espalhe bem, acrescente umas rodelas do talo do alho poró e polvilhe pimenta do reino se quiser. Eu gosto de colocar um pouco de azeite. Então leve ao forno novamente. O ponto é que ela fique com essa consistência da foto. O creme não vai ficar molhado. É como se ele se moldasse e ficasse mais compacto. Geralmente não leva mais que 15 minutos.
9) Voilá! 

post 2 do desafio 30 ideias em 30 dias!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Minimalismo: menos é melhor

Lembra que postei um texto do Leo Babauta sobre minimalismo e publicidade? Hoje retomo esse assunto, que tem mudado a minha vida.

Tudo começou quando comecei a estudar sobre o método Montessori. Tudo o que eu lia dizia que era absolutamente essencial que estivéssemos atentos aos tipos de estímulos que dávamos às crianças. Isso através dos materiais que oferecemos, da decoração que colocamos, do que dizemos e fazemos na frente delas. E aí confesso que ficava um pouco incomodada com isso. Li textos muitos bons sobre a importância de ambientes “clean” (no sentido estético, além de higiênico, da palavra), mas o conceito não entrava no meu coração. Para mim, a ideia de um ambiente minimalista não era nada aconchegante. O que era aconchegante pra mim era algo assim:
Aí, um belo dia uma amiga muito querida anuncia sua mudança pro Canadá e diz que não pode levar nada. Confesso que fiquei congelada só de pensar na ideia de ter que ir pra um lugar e levar só uma mala. Ela tem uma filha de um ano e pouco. Tentei me colocar no lugar dela algumas vezes... e fui ficando bastante incomodada. Sentei no sofá (que era da casa dela, inclusive) da minha casa e fiquei parada, pensando. O que tinha ali que eu daria? O que tinha na minha casa que era realmente essencial? Se eu precisasse mudar pro Canadá, o que eu levaria?

E comecei a me descongelar. Comecei a me ceder pro desapego e me despir do medo. Comecei a perceber que aquilo era muito coerente com viver conscientemente.

Aí fui fazer minha leitura do ZenHabits, que sempre me revigora, e PÁ, um texto sobre minimalismo. Sabe, o Leo, autor desse blog, tem SEIS filhos. Eu juro que inicialmente, pra não sair da minha zona de conforto, pensei, ah! Mas eu tenho criança... não dá pra ser minimalista com criança.

Mas dá. Se com seis crianças dá, imagina com uma.

Comecei a perceber como era absurdamente presente na minha vida coisas sem uso e como aquilo atrasava minha vida. E comecei a me aterrorizar diante da ideia de passar esses valores pro Cauã. Coisas que nem eu mesma percebia! Então, conversei com o companheiro (que já era minimalista na essência) e ele topou. O desafio maior seria (e ainda é) pra mim, eu sabia.

Comecei cômodo por cômodo. Tem cerca de 4 meses que estou nesse processo. Já tirei mais de 10 sacos enormes de coisas pra doar e de lixo. E a coisa começou a me dar gosto. Sabe, parar em um ambiente e ficar refletindo sobre as coisas que tem nele e ver o que realmente tem uso pra se desapegar é uma atividade para lá de terapêutica. Já chorei bastante, me apeguei e desapeguei, desapeguei e apeguei de novo(mas já tinha dado e tive que desapegar). Vendemos alguns móveis, completamente inúteis ou acumuladores de coisas desnecessárias. E então percebi uma coisa maravilhosa.

Percebi que com menos, se tem muito mais. Muito mais tempo, mais espaço, mais liberdade. Fica muito mais fácil de manter as coisas organizadas, limpas. Poxa, que merda de necessidades criadas que eu tinha (e ainda tenho) e não sabia! Confesso que hoje, se tivesse que mudar pro Canadá sem nada, seria algo muito menos doloroso do que quatro meses atrás.

O Minimalismo não é se livrar de tudo. Não tem regras, na verdade. Trata-se apenas de avaliarmos o que realmente é essencial em nossas vidas, e se livrar do resto. Para mim foi mais uma forma de viver ativamente, refletindo sobre as coisas da minha casa, as coisas que compro (realmente preciso delas?). Praticar o desapego. Está muito relacionado com outros movimentos de viver conscientemente como o yoga, o veganismo e o movimento pela humanização do parto.

E lembro do que li no blog daSandra (recomendo fortemente) sobre ser como a tartaruga. Li aquilo e achei tão bonito. Ela é de Natal mas já morou em diversos lugares no exterior. Continua morando por lá. Perguntaram pra ela se não era muito difícil viver assim, longe da família e tal. Ela disse que ela é como a tartaruga, a casa dela vai com ela pra onde ela for. Entendi essa casa não como as coisas materiais, mas os sentimentos e memórias que ela leva sempre, independentemente de onde estiver.

Um desafio ser como as tartarugas...

E se você quer saber rapidamente mais sobre Minimalismo, dá uma olhada nesse vídeo aqui (em inglês com legenda em espanhol), é muito bom para refletir:

terça-feira, 4 de março de 2014

Veganismo e humanização do parto: vivendo de maneira consciente

Um colega me mostrou um texto muito bom da maravilhosa Laura Gutman, que me instigou a escrever esse texto. Já faz algum tempo que consigo perceber uma relação entre os movimentos do veganismo, da humanização do parto e do feminismo. Os três lutam pela libertação e os três buscam através da informação um mundo mais igualitário e mais consciente. No veganismo acontece a alimentação consciente. Foi o que aconteceu comigo. Fui me informando e cada vez mais que sabia o que acontecia aos animais e como funcionava a indústria alimentícia de produção em massa e naturalmente passei a mudar minha alimentação e meu modo de vida. Tomei consciência e não tinha como ter um modo de vida incoerente com o que passei a saber. Na humanização do parto acontece o parto consciente. Luta-se pelo respeito ao protagonismo feminino, pela prática baseada em evidências científicas e pelos direitos reprodutivos femininos. O que já dá o link pro feminismo. No feminismo acontece a igualdade de ser Humano por ser Humano, não pelo que você carrega (ou não) entre as pernas. Os três temas abraçam minorias. Deixarei para um próximo texto o aprofundamento na questão do feminismo com os dois outros movimentos. Hoje quero falar especificamente sobre viver de maneira ativa e consciente.

Nesse final de semana de carnaval encontrei uma conhecida, que não sabia que estava grávida. Parabenizei e fomos conversando até que chegou no tópico parto. Ela disse algo que deu a entender que parto normal era algo muito assustador.
Perguntei: você já sabe como quer que ele venha ao mundo?
Ela disse: acho que não quero parto normal.
Eu: Por quê?
Ela: Porque é muito sofrimento.
Eu: Será que é mesmo? Tem mulheres que tem orgasmo durante o parto! Imagina aí se não é possível ter um parto com prazer!
Ela, meio com vergonha, disse: Eu tenho muito medo.
A mãe então se mete no meio da conversa e diz: Ela é muito medrosa! Até parece que vai encarar um parto normal.
Aí eu disse: Você tem medo de que? Olha, com uma equipe bacana, você pode buscar lidar com esse sentimento e parir de maneira fortificadora.
A conversa seguiu e a gestante pegou meu telefone para procurar um grupo de apoio na cidade em que mora. Mas bem, o que quero focar aqui é que já tive esse tipo de conversa inúmeras vezes e em todas elas o que me deixa triste é o fato dessas mulheres estarem tão desconectadas delas mesmas. O parto pode ser um ritual transformador, com o encontro e o enfrentamento de questões emocionais que nos tornarão mais fortes. A maneira como lidamos com o nascimento diz muito da maneira que lidamos com a vida. Distante, desconectada, passiva. A vida gira no automático, o tempo passa passa passa e nada se cria, nada se faz para mudar o que nos incomoda. Poxa! Que desperdício! Gosto de pensar que é uma questão de tempo. Que uma hora tomar as rédeas de nossas vidas e assumir posicionamentos coerentes em todos os aspectos dela não vai ser uma possibilidade e sim uma necessidade para transformar o planeta. Se esconder no medo, na insegurança, na zona de conforto não vai ser suficiente para um número cada vez maior de pessoas. Quando soube o que se encontrava nos alimentos que ingeria, se fez necessário mudar todo um estilo de vida. Não dá pra passar de olhos fechados diante de tanta crueldade, de tanta violência, de tanta falta de amor. Com a natureza, com os animais, com as mulheres, homens e com tudo. E assim é também com o nascimento. Não dá pra continuar recebendo seres novos com tamanha brutalidade que é para o bebê e para a mãe a cirurgia cesariana (salvo os casos com indicação real) ou um parto vaginal carregado de violência obstétrica. Não dá pra tantas mulheres continuarem perdendo o contato com si mesmas e se enfraquecendo alimentando uma forma de viver, gestar e nascer que não é coerente com a nossa natureza, com o nosso ser - a plenitude da existência.
Eu recebi Cauã na minha vida de uma maneira que nunca pensei, e passei por situações que eu não desejo pra ninguém durante o nascimento dele. Mas dessas situações ruins, eu procuro tirar algo bom, e isso tem me fortalecido. Ele chegou trazendo mais emergência ainda de viver de maneira consciente, ativa e coerente. Ele chegou trazendo mais força pra mim e pra nossa família de uma maneira arrebatadora. E às vezes não é fácil, dá um trabalhão... a luta, a vida, a birra... mas no fim sempre vale a pena.
E por isso as lutas se fazem tão essenciais nessa vida. Não dá pra passar por esse planeta sem ter feito nada pra tornar aqui um lugar melhor para todos do presente e do futuro.
Isso me move. O que move você?


Dá uma lida também:
Galactolatria – Mau deleite
Política Sexual da carne
O Renascimento do Parto
Cientificação do amor
O Camponês e a parteira