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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Quinta da comida: cuscuz à paulista (vegan)

Receita vapt vupt!


Ingredientes:
2 xícaras de milharina
Cebola
Alho
Milho
Ervilha
Cenoura
(use a imaginação para combinar)
1 colher de sopa de óleo de girassol
Sal

Modo de fazer: Deixe a milharina de molho como pede na embalagem. Refogue a cebola e o alho, os legumes (se tiver algum duro, como a cenoura, ou você cozinha previamente ou coloca ralada), o sal e deixe apurar um pouco o sabor. Acrescente a milharina hidratada e misture bem no fogo baixo. Acrescente uma colher de sopa de óleo de girassol (ou outro que prefira). Misture bem. Unte uma fôrma, despeje a mistura ainda quente e pressione contra a fôrma. Espere esfriar e desenforme. Sirva!
(Sim não precisa ir ao forno!!!!!!!)

Excelente opção pro lanche da tarde! Não precisa ter nenhum animal para ficar saboroso!
Se quiser acrescentar o shoyu no refogado também fica uma delícia!


sábado, 7 de março de 2015

Casadinha: BLW + Montessori

Maria Montessori sempre relata em seus textos a importância do uso das mãos pelas crianças. Pelas mãos a exploração e o conhecimento acontecem. Texturas, formas, pesos, temperatura e muitos outros aspectos são assimilados pela exploração sensorial. Ela sempre fala também, do amor à organização que as crianças possuem de maneira inata. 

Na alimentação, o método propõe que sempre seja oferecido o prato, o talher, o copo e um jogo americano bem característico, que designa onde cada coisa deve ficar. A louça toda deve ser de material real, isto é, plástico não é utilizado. Eu mesma fui bastante criticada por quem quer que fosse que soubesse que Cauã desde 8 meses recebia água em um copo de vidro. Um copo mini, de cachaça, que cabia em suas mãos. Que ele jogou no chão inúmeras vezes. Que ele teve tempo de explorar, jogar água fora, e outros experimentos em momentos que eu reservava especificamente para isso. Depois de algum tempo, como prevê o próprio método, ele entendeu que se jogar o copo ele quebra. E parou de jogar. Ele nem quebrou tantos copos o quanto eu achava. Foram cerca de 5 em uns 3 meses. O blog How We Montessori tem muitas coisas interessantes publicadas com a tag weaning.
Foto de howwemontessori.com
Junto e misturado com as leituras que já fazia sobre Montessori desde a gestação, li sobre o BLW e achei a coisa mais intuitiva que poderia fazer. Até hoje utilizamos o método, apesar dele já se alimentar sozinho desde um ano, com as mãos e algumas vezes com talheres. Como ele nunca usou mamadeira nem bicos, aprendeu a controlar o fluxo de água com alguns episódios de engasgos e sempre com minha supervisão. Falo mais sobre isso e o BLW aqui.

Para mim o conceito da importância do uso das mãos pelas crianças e a exploração sensorial, o desenvolvimento motor e cognitivo propiciados pelo BLW formaram uma casadinha perfeita para a nossa família. A coisa chata é a sujeira. Mas com o tempo ela vai diminuindo, a medida que a criança percebe como é meio incômodo limpar a sujeira. Aliás, esse é outro ponto importante: desde sempre oferecemos paninho, esponja para que ele nos auxilie na limpeza da própria sujeira. Essa noção é muito importante. Sujou, limpou. Hoje utilizo tanto o método Montessori quanto o BLW na minha prática clínica como fonoaudióloga.


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