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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Babywearing: praticidade e contato pele a pele




Não sei o que seria de mim sem babywearing. No primeiro filho era uma mão na roda, agora com dois filhos é praticamente o braço inteiro! Usei desde o primeiro dia de nascido dos dois e Cauã usou até cerca de um ano e meio, mas tem gente que usa mais tempo. Andar de transporte público fica incrivelmente mais fácil, especialmente se preciso colocar o mais velho no meu colo sentada. Além disso, descer com o cachorro e com uma criança andante se torna bem mais prático e fácil, garantindo, quase sempre, uma soneca da pequenina no colo deixando minhas mãos livres para segurar a mão do pequeno mais velho!


Existem diversos modelos e cada pessoa se adapta melhor a um tipo. Confira uma tabela com os modelos aqui. Eu particularmente amo o wrap sling para bebês mais novos, acho o modelo pouch super prático (mas me deixa com uma dor na coluna por não distribuir o peso) e mais recentemente descobri o ergobaby e confesso que tem sido um caso de amor. Achei mais prático e ele proporciona o mesmo ajuste respeitando a anatomia do bebê.

Pouch Sling Foto:babysteals.com
ergobaby.com
Wrap sling! 







O carregador de bebê deve proporcionar uma angulação correta dos joelhos em relação aos quadris, proporcionando maior conforto e respeitando a anatomia do bebê. Há quem diga que o babywearing auxilia inclusive o desenvolvimento da articulação fêmur-quadril. Observe a figura abaixo.

Aqui no Coletivo Maternar já falamos sobre o aspecto histórico do sling na humanidade.
Existem inúmeros benefícios do uso de babywearing para mãe e bebê, tais como os citados abaixo, dentre outros:
  • Auxílio na consolidação do vínculo cuidador-bebê;
  • Alívio de cólicas e choros;
  • Praticidade para a mãe;
  • Auxílio na produção do leite;
  • Proteção de fatores ambientais como barulho, luz, olhares curiosos...
Dentro do pano um mundo de sons e cheiros conhecidos deixam o bebê mais calmo. Pode ser que no início o bebê estranhe, mas basta balançar um pouco que o bebê se acalma e se acostuma trazendo memórias de dentro do útero. Olha como a Cecília, com quase 15 dias, ficava dentro do sling. Parecia que ainda estava dentro de mim! Uma delícia pra ela e pra mim! ;)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sling pré-histórico


Uma pesquisa coordenada pelo arqueólogo britânico Timothy Taylor, da Universidade de Bradford, mostrou que a evolução humana foi facilitada por um artigo utilizado pelas mulheres da Era da Pedra. A pesquisa foi publicada no livro chamado The Artificial Ape. Timothy Taylor acredita que o aumento do tamanho do cérebro só foi possível pela invenção do baby sling, um carregador de bebês que permitiu que o desenvolvimento físico e mental se desacelerasse:

“Como efeito, com o estilo canguru, as mulheres ancestrais se tornaram marsupiais¹, carregando seres imaturos fora de seus úteros” [...] “A invenção do baby sling permitiu que mais bebês se desenvolvessem com sucesso fora do corpo da mulher, removendo instantaneamente a barreira que aumentou o tamanho da cabeça e do cérebro”.

Slingando com um mês
Antes da invenção do baby sling, datada com pelo menos 2,2 milhões de anos atrás, quando a cabeça do ancestral do Humano começou a crescer, as crianças com maior maturidade física tinha maior propensão a sobreviver, porque cuidar das crianças com um desenvolvimento mais lento era mais difícil e mais perigoso. As mães carregando seus filhos nos braços ficavam mais vulneráveis a ataques de predadores ou de outros humanos do que as mães que usavam o baby sling. Elas eram também capazes de realizar outras atividades economicamente produtivas.

“A invenção do baby sling artificialmente aumentou o tempo da gestação humana”, disse o arqueólogo. Tecnicamente, a gestação termina quando ocorre o parto e os bebês fisicamente maduros que sobreviviam, pois precisariam ser carregados por menos tempo pelas mães. “Graças ao baby sling, nossos ancestrais se tornaram mais espertos”.

¹ MARSUPIAL: infraclasse de mamíferos, cuja principal diferença com os placentários, é a presença, na fêmea, de uma bolsa abdominal, conhecida como marsúpio (do latim marsupium, do qual o nome da infraclasse deriva), onde se processa grande parte do desenvolvimento dos filhotes. (fonte: wikipedia)

Esta é a tradução de um artigo publicado no The Independent em 2010.